
("The Wrestler", EUA, direção de Darren Aronofsky)
Se você já assistiu qualquer filme da série Rocky, "O Campeão" ou "Menina de Ouro", de certa forma você já assistiu "O Lutador" por tabela. Muda o ringue, do boxe para a luta livre, mas a história básica do sofrimento do lutador que precisa enfrentar quinhentas dificuldades até chegar à batalha final é a mesma.
Entretanto, ainda assim, não deixe de ir ao cinema. Mickey Rourke cai muito bem para o papel de Randy "The Ram" Robinson, literamente, "O Carneiro", pela vasta cabeleira loira. Velho astro da luta-livre dos anos 80, derrubado pelas drogas e pela solidão, tenta reconstruir sua vida após sofrer um infarto e ter que abandonar as lutas. No entanto, ele acaba descobrindo que, diferente das lutas, na vida não há como acertar previamente o que irá acontecer no ringue. Não perceber isso acaba sendo um fator determinante para o destino do Carneiro.
Um destaque também para a trilha sonora, carregada do bom e velho rock dos anos 80. Como ficar parado na poltrona quando Randy entra para sua última luta ao som de "Sweet Child O'Mine"?

"O Lutador" é uma boa pedida. Ainda mais se você, quando criança, virou o "Muscle Bomber" do SNES jogando com o Budo ou Astro (os dois aí de cima) ou acompanhava aos domingos as lutas da WWF (nada a ver com a organização ambiental) no SuperCatch na TV Manchete (no saudoso vídeo abaixo), que eram muito melhores que os UFC da vida de hoje em dia.
Ponto final
O mais triste do filme é descobrir que, de fato, as lutas do wrestling sempre foram combinadas. Termina, assim, mais uma ilusão de infância, assim como a história do Papai Noel, Coelhinho da Páscoa, Bozo e que a Seleção Brasileira era a melhor do mundo.