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sexta-feira, setembro 04, 2009

L’Italia, por Marco Masini

Sob grandes protestos, Marco Masini apresentou esta canção no Festival de Sanremo deste ano, o principal evento da música italiana. Na letra, onde se lê "Italia", você pode substituir por Brasil, Argentina ou qualquer outro país. Também dá certo.



E’ un Paese l’Italia dove tutto va male
É um país a Itália, onde tudo vai mal
Lo diceva mio nonno che era un meridionale
Dizia o meu vô, que era um meridional (NR: "meridionale" é a forma como são chamados os italianos da região sul do país. Existe um certo preconceito contra eles por parte dos habitantes da região norte.)
Lo pensavano in tanti comunisti presunti
Pensavam o mesmo tanto supostos comunistas
E no…
E não...

E’ un paese l’Italia che governano loro
É um país a Itália, que governam os outros
Lo diceva mio padre che c’aveva un lavoro
Dizia o meu pai, que tinha um trabalho
E credeva nei preti che chiedevano i voti
E acreditava nos padres, que pediam votos
Anche a Dio!
Até a Deus!

E’ un paese l’Italia dove un muro divide a metà
É um país a Itália, onde um muro divide ao meio
La ricchezza più assurda della solita merda
A riqueza mais absurda da mesma merda
Coppie gay dalle coppie normali
Casais gays de casais normais
E’ un paese l’Italia… che rimane fra i pali
É um país a Itália, que fica entre os paus
Come Zoff!
Como Zoff! (NR: Dino Zoff, um dos melhores goleiros italianos, campeão mundial com a Azzurra em 1982)

E’ un paese l’Italia di ragazze stuprate
É um país a Itália, de meninas estupradas
Dalle carezze di un branco cresciuto
Pelas carícias de um bando crescido
Dentro gabbie dorate
Dentro de gaiolas douradas

Perché è un paese l’Italia dove tutto finisce così
Porque é um país a Itália, onde tudo termina assim
Nelle lacrime a rate che paghiamo in eterno
Nas lágrimas a prestação que pagamos eternamente
Per le mani bucate dei partiti del giorno
Pelas mãos furadas dos partidos do dia
Che hanno dato all’Italia
Que deram à Itália
Per volare nel cielo d’Europa
Para voar no céu da Europa
Una misera scopa!
Uma mísera vassoura!

E’ un paese l’Italia dove l’anima muore da ultrà
É um país a Itália, onde a alma morre pelo fanatismo
Nelle notti estasiate nelle vite svuotate
Nas noites extasiantes, nas vidas esvaziadas
Dalla fame dei nuovi padroni
Pela fome dos novos patrões
E’ un paese l’Italia che c’ha rotto i coglioni!
É um país a Itália que nos encheu o saco!

Ma è un Paese l’Italia che si tuffa nel mare
Mas é um país a Itália, que se banha no mar
E’ una vecchia canzone, che vogliamo tornare a cantare
É uma velha canção, que queremos voltar a cantar
Perché se l’ignoranza non è madre di niente
Porque se a ignorância não é mae de ninguém
E ogni cosa rimane com’è…
E cada coisa permanece como está
Nei tuoi sogni innocenti c’è ancora l’odore
Nos teus inocentes sonhos ainda tem o odor
Di un’Italia che aspetta
De uma Itália que espera
La sua storia d’amore
Sua história de amor

quinta-feira, janeiro 08, 2009

Giusy Winehouse (ou Amy Ferreri)

A primeira vez que ouvi uma música de Giusy Ferreri pensei que Amy Winehouse estava tão emboletada que estava até cantando em italiano. A música se chamava "Non ti scordar mai di me" ("Nunca se esqueça de mim", composta por Tiziano Ferro, de tantas e tantas novelas da Globo), o sucesso que deu à ex-caixa de supermercado destaque no programa X-Factor, espécie de Ídolos da tv italiana.


Curiosamente o jornal La Voce d'Italia, semanal gaúcho em italiano, publicou no final de novembro um texto da agência 9Colonne sobre a cantora, classificando-a como a resposta italiana à Amy. A comparação com a inglesa acaba sendo inevitável. Já gerou até vídeo no YouTube, envolvendo uma denúncia de plágio do seu último single "Novembre" e "Back to Black". De propósito? Forçado? Nada a ver? Confere aí a mistura:



Fui ao Facebook para fazer uma busca das comunidades sobre a cantora. Na Internet, pelo menos, ela não está tão em alta. Entre as comunidades mais populares estão "Giusy Ferreri, agora que novembro acabou pare de encher o saco" (brincando com o nome do single), "Vamos mandar Giusy tirar nota fiscal no supermercado de novo" (entre outras que sugerem a troca do microfone pelo retorno aos caixas), "Se Giusy tem talento então Moana Pozzi morreu virgem" (não precisa nem dizer o que fazia esta Moana, né?) e "Para quem pensa que Giusy seja a cópia (mal sucedida) de Winehouse" (com poucos membros, mas a tirada é boa!).

Para os curiosos, alguns links com mais informações e vídeos para tirar suas conclusões:

Site oficial: http://www.giusyferreriofficial.it/
YouTube: http://www.youtube.com/giusyofficial
MySpace: http://www.myspace.com/giusyferreriofficial

quarta-feira, dezembro 10, 2008

Meio cheio, meio vazio, é o que tem

Estava ouvindo a Radio Italia (www.radioitalia.it) outro dia e começou a tocar o rock “Mezzo Pieno o Mezzo Vuoto” (a tradução está no título deste post), por Max Pezzali. É quase um hino nestes tempos de crise econômica mundial. E não só disso, mas desta cultura mundial de ninguém assumir erros e viver buscando em quem colocar a culpa.



Refrão:
Meio cheio ou meio vazio
Este é o único copo que temos
Se estava melhor quanto se estava pior
Não sei, vou vivendo o agora


Meio cheio ou meio vazio
Me disseram para jogar, portanto eu jogo
Faço o meu melhor, ao menos tentarei
Se tenho razão ou não, não me perturbo

Culpa do Euro, culpa do dólar
Culpa do aquecimento global e do carbono
Culpa da Al Qaeda, culpa do ábitro
Culpa de um preço de um barril de petróleo
Culpa da abertura no centro histórico
Culpa de todos os condicionadores de ar a julho
Culpa do feto, culpa do átomo
Culpa de toda droga diluída no Pó (rio)

Passam as imagens e não consigo entender
Se é a realidade
Passam as páginas e não consigo intuir
Se é a verdade

Refrão

Culpa do wrestling, culpa da Britney Spears
Culpa do made in China segurando os custos
Culpa dos velhos, culpa dos jovens
Que com a mula (emule) não compram mais CDs
Culpa da fofoca, culpa do CSI
De criminalisticos e psicólogos experts
Culpa dos ladrões e dos maníacos
Culpa da Internet que borbulha de loucos

Passam as imagens e não consigo entender
Se é a realidade
Passam as páginas e não consigo intuir
Se é a verdade

Refrão