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quinta-feira, março 04, 2010

A história de "Los Traperos"

Da leitura do Clarín. Na Argentina existe um clube de futebol que está próximo de conseguir subir de divisão pela primeira vez em sua história. Há 34 anos jogando na Primera D (espécie de 5ª divisão dos clubes filiiados a Asociación del Fútbol Argentino.- AFA), pelo menos o Club Social y Deportivo Yupanqui nunca caiu (no caso, seria ficar um ano sem jogar em competições oficiais).

Em um primeiro momento, o nome Yupanqui pode não soar estranho para alguns, pois remete a um dos expoentes da música argentina, Atahualpa Yupanqui. Entretanto, o motivo da escolha do nome quando da fundação do Yupanqui Basket-Ball Club, em 12 de outubro de 1935, remete ao significado da palavra: “De ti falará a posteridade”.

O objetivo está sendo alcançado por um fato curioso. O Yupanqui se fez famoso por ser considerado o clube argentino com menos torcedores. Tanto que seu apelido é “Los Traperos”, uma vez que a torcida tem mais bandeiras do que gente. Um dos sócios do clube explicou a história ao La Nación, em 2001: “Nos jogos, penduram uns 15 trapos e ficam por ali umas cinco pessoas”.

O clube não tem estádio próprio e joga como local na cancha do Deportivo Riestra, ao lado do Nuevo Gasometro, estádio do San Lorenzo (ao fundo)


Inspirada nessa situação, uma agência de publicidade usou a imagem do Yupa para desenvolver uma campanha para a Coca-Cola com o mote “A equipe com menor torcida do futebol argentino, mas não com menor paixão”.



Pelo uso da imagem, o clube recebeu 25 mil pesos (à época peso e dólar eram praticamente equivalentes), investidos em obras. Cada jogador que participou também recebeu um extra de 500 pesos.



Os vídeos deram notoriedade ao clube e a torcida passou a crescer. Chegaram a contabilizar, em algumas partidas, mais de noventa pessoas apoiando o Yupanqui.

Links:

Club Social y Deportivo Yupanqui
http://www.yupanquifutbol.com.ar/sitio/index.php

“Yupanqui, el más modesto que llegó a la notoriedad”, La Nación, 14/10/2001
http://www.lanacion.com.ar/nota.asp?nota_id=342997

“Querido Ascenso - Salir de perdedor”, Clarín, 26/02/1010
http://www.clarin.com/diario/2010/02/27/um/m-02148673.htm

quarta-feira, dezembro 24, 2008

Proposta de um Natal diferente

Decidi deixar uma mensagem de Natal diferente este ano. Vi esse texto num blog em espanhol há dois anos. Se chama "Manual do destruidor de Natal":

1) Cada vez que veja um presépio, troque o Menino Jesus por um pedaço de presunto.


2) Às meninas pentelhas que brincam com bonecas Barbie, dê um boneco do Chucky.

3) Aos meninos pentelhos que brincam com bonecos do Rambo, dê o Menino Jesus que você trocou pelo pedaço de presunto.

4) Diga a seus avós que Deus não existe, que o Natal é uma farsa e que é adorador de Satanás. Para completar, antes da ceia comunique aos seus familiares que você é homossexual.

5) Quando ver um Papai Noel roube a barba dele e leve correndo enquanto a balança ao vento gritando "Ho Ho Ho Feliz Natal!"


6) Passe por todas escolas do seu bairro e diga às crianças que PAPAI NOEL NÃO EXISTE. E Jesus tampouco.

7) Vá a missa de fim de ano, sente-se na primeira fila e fique encarando o padre.

8) Decore um cactus com motivos natalinos e coloque no piso.

9) Escreva uma carta ao presidente, ao governador e ao prefeito relembrando seus erros e suas promessas não cumpridas e a coloque por tudo ("Estimado presidente: este ano, por mais que tenha me comportado bem, ainda moro embaixo da ponte porque não consigo pagar uma hipoteca...)

10) Pergunte a seus conhecidos e familiares se eles não engordaram um poquinho.


11) Cada vez que alguém te diga "Feliz Natal", dê um arroto.

12) Ao invés de ver os sinos pela TV, coloque um filme "slasher" e coma uma uva com ketchup cada vez que matem um coadjuvante com hormônios descontrolados.

Feliz Destruição de Natal!

Brincadeiras a parte, Feliz Natal!

Ponto final

Dava um belo tango a emocionante final do Apertura 2008 do Campeonato Argentino. A vitória por 1x0 não foi suficiente para o Tigre tirar o título do Boca Juniors. Fico pensando em como deve estar a família do sr. Ramon, que conheci ano passado, fanáticos pelo Matador de Victoria. Ao mesmo tempo, imagino a loucura nas pequenas calles da República de La Boca e no Obelisco na 9 de Julio pela vitória do Xeneize.